O investimento em CDBs costuma ser uma estratégia eficiente para diversificar a carteira, mas é necessário analisar alguns fatores antes de investir
Os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) são uma boa escolha para investidores de perfil conservador a moderado que desejam diversificar a carteira, equilibrando segurança e rentabilidade competitiva.
Trata-se de títulos de renda fixa emitidos por bancos a fim de fomentar atividades. Eles podem apresentar diferentes prazos, formas de remuneração e níveis de liquidez.
O que muitos não sabem é que, antes de investir, é preciso analisar uma série de fatores. É necessário, por exemplo, escolher entre o CDB pós-fixado, CDB pré-fixado e híbridos, bem como o prazo (CDB com liquidez diária ou pagamento no vencimento). Além disso, é necessário atentar para a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Fazer essas análises permite que os investidores alinhem o investimento em CDBs ao seu perfil e aos objetivos financeiros. Mas atenção: é preciso ter em mente que isso por si só não garante resultados. Neste artigo, explicaremos quais fatores devem ser analisados na hora de investir em CDBs para obter um retorno mais expressivo.
Embora seja informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
Os CDBs são títulos que os bancos emitem e que os investidores podem comprar, tornando-se, assim, credores do emissor. Em troca do “empréstimo” realizado, eles recebem uma remuneração, que pode ser pré-fixada, pós-fixada ou mesmo híbrida.
Os CDBs também podem ter liquidez diária ou pagamento no vencimento do título. Eles contam com proteção do FGC, até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Isso reduz o risco de prejuízo em caso de quebra do banco emissor.
Os rendimentos dos CDBs são sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda regressivo, conforme o prazo da aplicação, que oferecem uma rentabilidade maior que a da poupança.
Devido à segurança e à previsibilidade, os CDBs são indicados para investidores de perfil conservador e moderado. Mas podem fazer parte da estratégia de investidores arrojados para minimizar os riscos da carteira.
Um dos fatores a serem analisados antes de investir em CDBs é a forma de remuneração. Os CDBs pré-fixados, pós-fixados e híbridos diferem principalmente na forma de cálculo da rentabilidade, que causa impacto na previsibilidade e na adequação a diferentes cenários econômicos.
O CDB pré-fixado paga uma taxa fixa definida no momento da aplicação. Ele oferece alta previsibilidade, já que o investidor sabe no ato do aporte quanto vai receber, sendo útil em cenários de previsão de queda de juros.
O CDB pós-fixado paga a porcentagem de um índice variável, normalmente o CDI ou a Selic. A previsibilidade, portanto, é mais baixa, já que varia de acordo com o mercado. É uma alternativa vantajosa em ciclos de alta de juros.
Por fim, o CDB híbrido paga a variação do IPCA (índice oficial da inflação) + uma taxa fixa, trazendo ganho real e protegendo o poder de compra ao longo do tempo. É um investimento adequado para quando a inflação está alta.
Outro fator que deve ser analisado na hora do investimento é o prazo e a liquidez. O CDB pode ser de liquidez diária, com resgate a qualquer momento, ou no vencimento. No último caso, o investidor só é pago na data do vencimento do título.
Os CDBs de liquidez diária são ideais para objetivos de curto prazo e para reserva de emergência, enquanto os CDBs com pagamento no vencimento são mais adequados para objetivos financeiros de médio a longo prazo.
Também é preciso atentar para a solidez do emissor. Em geral, os bancos menores pagam mais, mas oferecem mais riscos. Os bancos maiores, embora possam pagar menos, são mais seguros, já que oferecem menos risco de quebrar.
Esse risco é minimizado pela proteção do FGC, que garante o pagamento desde que respeitado o limite de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.
É fundamental adequar os CDBs às metas do investimento. Se o objetivo for, por exemplo, a construção de uma reserva de emergência, uma boa escolha pode ser um CDB pós-fixado com liquidez diária.
Para objetivos de médio prazo, é melhor optar por CDBs híbridos ou pós-fixados com prazos de um a três anos, equilibrando rendimento acima de CDI e IR regressivo. Esses cuidados favorecem a acumulação sem exposição excessiva a variações de mercado.
Para objetivos de longo prazo, o ideal é priorizar CDBs pré-fixados ou híbridos, de preferência diversificando emissores para mitigar o risco de crédito.